terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Resenha - A Traidora do Trono



Título: A Traidora do Trono - A Rebelde do Deserto #2
Autor: Alwyn Hamilton
Editora:  Seguinte
Classificação: 
Páginas: 440
Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.


Resenha: A Traidora do Trono é a sequência de A Rebelde do Deserto de Alwyn Hamilton. Um livro que demonstrou ser tão bom quanto o anterior e que tem uma história muito rica e cheia de reviravoltas.
Para quem não se lembra em A Rebelde do Deserto,  Amani é uma jovem com uma vida bem difícil. Sua mãe foi enforcada por matar seu pai adotivo há alguns anos e hoje ela vive com seus tios no deserto em um pequeno vilarejo chamado vila da poeira.
Com o sonho de conhecer a cidade que sua mãe tanto sonhou que um dia elas fugiriam para lá, Amani tem em mente que seu único objetivo é fugir quando surgir uma oportunidade para ela.
Diz uma lenda que há muito tempo, Deus criou vários seres imortais chamados Dijins. Cada Dijins possuía um tipo de dom e eles sempre mantiveram a paz no mundo, mas em uma noite escura surgiu uma mulher chamada Destruidora de Mundos,  que com ela trouxe seres sobrenaturais que se misturaram ao mundo.
Muitos acreditam nessa lenda e essas histórias sempre foram contadas para Amani. Ainda mais com o príncipe rebelde buscando uma rebelião. O príncipe é um dos vários filhos do sultão, dizem que ele há muito tempo esta tentando reivindicar seu trono por direito por ter ganhando um duelo para quem seria o sucessor.
 “O sol estava se pondo atrás de mim. Quando nascesse de novo, os corpos brilhariam sob a luz do amanhecer. Uma nova alvorada. Um novo deserto.”

E nessa aventura que Amani acaba entrando, achando que lendas eram apenas lendas, que o príncipe rebelde era só uma história, mas é ai que Amani descobre que a maioria das histórias que ouviu eram verdadeiras e o príncipe Rebelde Ahmed está fazendo de tudo para conquistar o trono e acabar com reinado cruel e poderoso de seu pai.
Entrando para rebelião de Ahmed devido à Jin, Amani descobre várias coisas que estão acontecendo em seu país e como o governo do sultão pode ser cruel. Nesse meio tempo ela descobre que é filha de um Dijin o que torna ela uma Demdji, uma garota diferente dos outros e com um dom peculiar. E com esse dom Amani ajuda a causa rebelde em suas conquistas e uma delas logo se inicia no livro na cidade de Saramotai onde conseguem vencer a tirania do sultão e os soldados de Galan, soldados controlados pelo sultão com uma aliança ao país vizinho e nessa missão eles conseguem salvar algumas mulheres e levá-las para um refúgio para elas se recuperarem. Então, Amani logo descobre que uma das mulheres que trouxe de Saramotai é ninguém menos do que sua tia, que fugiu para Izman antes dela nascer e que era a pessoa que ela ia procurar antes de resolver ficar com Jin e Ahmed. Entretanto, mal absorvendo as informações o acampamento é invadido pelo exército do sultão e em meio a correria provocada pela fuga, ela se vê traída por alguém que ela não imaginava e a partir dai sua vida muda rapidamente.
 “Se tinha aprendido alguma coisa como a Bandida de Olhos Azuis, era que as histórias e a verdade raramente coincidiam.” 
Ao ser capturada, Amani logo é levada a Izman e fica a mercê do sultão Oman que logo a transforma em sua própria escrava, sem poder fazer nada contra o sultão e sendo obrigada a fazer o que ele manda devido ao ferro e bronze que está manipulando suas ações e a obrigando a ficar sem seus poderes, Amani logo se vê em um jogo de intrigas dentro do palácio, ela precisa ocultar sua identidade de Bandida de Olhos Azuis e precisa fingir ser apenas uma garota qualquer, ainda mais perto de pessoas que sabem muito bem quem ela é. A única certeza que ela tem é que ela precisa descobrir os planos de Oman e repassar para seus amigos lá fora. Mas quanto mais Amani começa a entender as razões do sultão, mais difícil fica de saber se ele realmente é o vilão da história e logo ela precisará fazer escolhas e impedir que algo terrível aconteça.

"Eu era uma garota do deserto. De onde eu vinha, o mar era feito de areia. E a areia me obedecia."



A Traidora do Trono se mostrou uma sequencia tão boa que em meu ponto de vista conseguiu até mesmo superar o primeiro. Em seu segundo livro, Alwyn explora melhor os dons dos demdji’s e como eles funcionam, uma coisa que achei genial na história é que os demdji’s não podem mentir, então quando Amani tenta falar uma mentira ela não consegue dizer nada, e quando diz uma verdade sai rapidamente da sua boca e apesar de ser muito útil em uma guerra onde ela pode descobrir se seus amigos estão bem, mas pode ser algo muito ruim se ela cair nas garras erradas, como aconteceu dela ser sequestrada pelo sultão. Amani fica totalmente na mão dele, se ele obrigar ela a falar algo ela tem que dizer a verdade não importa o quanto tente impedir. E lá no palácio que a história ganha vida, já que o começo é mais uma explicação do que está acontecendo e o gancho que precisamos para a história fluir mesmo. Nesse livro foi muito bem explorado os personagens secundários, achei que eles tiveram um destaque merecido ao longo das páginas e podemos ver e entender bem melhor eles, já que alguns apareceram em algumas cenas no livro anterior.
Temos personagens novos no livro como o sultão que por fim apareceu na história, já que no primeiro livro só ouvíamos falar dele. Temos também algumas personagens do hárem do sultim e do sultão, o próprio sultim Kadir, o príncipe Rahim e a princesa Leyla, Sam um garoto misterioso com um dom peculiar. Todos são personagens bem importantes para a história.
Jin e Amani ficam um bom tempo separados nesse livro. Então veremos bem menos cenas deles aqui, já que no primeiro podemos ver como surgiu o relacionamento deles, nesse livro já vemos algo concreto, então a separação no final foi algo bem interessante de se ver.
Algo que foi bem explorado foi os dinjis e ganhamos até um capitulo narrado por eles, o que deu para entender bem melhor algumas coisas. A cultura do país que a autora utiliza que é dos países islâmicos é muito bem descrita, desde as vestimentas até as lutas, as culturas em si como lá é muito comum os homens terem diversas esposas, das mulheres usarem sheemas e isso faz com que a história se torne rica em detalhes importantes e que trazem certo atrativo para quem lê.
Há algumas perdas na história e Alwyn faz isso com muita habilidade trazendo uma carga dramática para os personagens e nós leitores.
Algumas cenas iniciais eu achei bem óbvias e até a traição da Amani eu descobri tudo facilmente antes de ser revelado e seguindo aquele caminho achei que a história continuaria meio clichê, mas a autora conseguiu me dobrar e lá para as últimas páginas ela conseguiu inserir um bom plot twist que me fez mudar a nota que eu daria e me fez gostar muito da história. É aquele finalzinho de livro que a gente lê e vê o quanto valeu a pena ter lido todas as páginas anteriores.
Para finalizar posso dizer que A Traidora do Trono foi um livro muito bem escrito e que trouxe uma qualidade superior ao primeiro A Rebelde do Deserto e que a história tem um excelente gancho para finalizar muito bem em A Heroína da Alvorada.

12 comentários:

  1. ja pela capa super me chamou a atenção, adorei saber mais sobre esse livro

    www.tofucolorido.com.br
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  2. Que capa linda. Adorei essa sequência, estou cada vez mais intrigada com essa série!

    Beijo!
    Cores do Vício

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  3. Oi, Jessica!
    Quero muuuuuuuuito ler o primeiro.
    Todo mundo fala tão bem!
    E tem coisa melhor do que o segundo livro ser tão bom quanto ou mesmo superior?
    Fico feliz que a qualidade tenha sido mantida alta.
    :D

    Beijooos

    www.casosacasoselivros.com

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  4. E o tanto que amei sua resenha? Impossível ler ela e não querer ler esse livro, parece ser ótimo!

    www.kailagarcia.com

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  5. Oie
    Sou doida para ler esta série, parece ser muito boa. Adorei sua resenha.

    Beijinhos
    https://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com/

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  6. Oi Jess! Essa série é muito boa, eu adorei a forma como a autora misturou várias coisas e fez dar certo. Pistoleira, deserto, rebelião, magia e muito mais. Brilhante. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  7. Que bom quando a sequência é ainda melhor que o primeiro livro. Por isso geralmente dou uma chance até para séries que não gostei tanto do primeiro, porque os outros livros podem surpreender..

    www.vivendosentimentos.com.br

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  8. Oi Jess, tudo bem?
    Sua resenha me deixou ainda mais empolgada pra ler essa série, por saber que é tão boa assim a continuação. Quero ler assim que possível. <3
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  9. Olá, Jéssica.
    Eu li essa trilogia no mês passado e foi um dos melhores histórias de fantasia que já li. Esse livro com certeza veio num crescente e a história que já tinha sido muito boa no primeiro livro se tornou ainda melhor nesse. Eu gosto muito da protagonista e ao lado da Cleo de A Queda dos Reinos, ela foi uma das melhores personagens do ano.

    Prefácio

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  10. Oi Jessica!! Eu ainda não li essa trilogia, mas a Ari lá no blog gostou bastante do segundo livro bem mais que o primeiro. Acho que é um dos poucos casos que a continuação é melhor né? rsrsrs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  11. Oi, Jess!
    Já ouvi tantos comentários bons que me arrependi de não ter lido a trilogia esse ano. Mas de qualquer forma, vai entrar na meta de 2019 <3
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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