quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Resenha - A Primavera Rebelde



Título:  A Primavera Rebelde – A Queda dos Reinos #2
Autor:   Morgan Rhodes
Editora:  Seguinte
Classificação: 
Páginas: 424
Sinopse: Depois que o rei Gaius de Limeros conquistou as terras de Auranos e subjugou o povo sofrido de Paelsia, passou a dominar toda a Mítica com seu punho de ferro. A rica população de Auranos parece não se importar com o novo governante, desde que seus privilégios sejam mantidos; os paelsianos, como sempre, aceitam seu destino de exploração. Mas a tranquilidade é só aparente: grupos rebeldes começam a surgir nos reinos dominados, questionando as mentiras e os métodos sangrentos do novo rei.
Enquanto isso, Gaius obedece à sua mais nova conselheira e dá início à construção de uma estrada passando pelas temidas Montanhas Proibidas. Mas essa via não servirá apenas para interligar os três reinos: ela faz parte de uma busca pela magia elementar, perdida há mil anos, que conferirá ao tirano um poder supremo. O que ninguém esperava era que essa obra desencadearia uma série de eventos catastróficos, que mudarão aquelas terras para sempre e forçarão Cleo, Magnus, Lucia e Jonas a tomar decisões até então inimagináveis.


Em A Primavera Rebelde minhas expectativas foram melhor alcançadas do que no primeiro livro e fico feliz em dizer que não temos a maldição do segundo livro por aqui.
Com os acontecimentos do livro anterior, Mítica virou um caos. As terras que antes eram divididas em três agora pertencem ao rei sanguinário Gaius que entrou em Auranos e tomou suas terras com mortes e muito sangue. Da família real Cléo é a única que se mantem firme, mas mesmo assim acaba sendo uma prisioneira em seu próprio castelo.
Gaius comanda Auranos com mão de ferro, e para evitar uma rebelião maior do que um grupo de rebeldes que já está se apresentando, ele decide mostrar benevolência ao povo, deixando eles manter a vida que sempre viveram e com isso a maioria dos Auranos acredita em Gaius, ainda mais quando ele resolve colocar sua convidada especial que é Cléo para noivar com seu filho e herdeiro Magnus. As pessoas começam a comemorar e com isso o rei ganha uma enorme distração para o que ele está fazendo. Construindo uma estrada que liga Auranos, Paelsia e Limeros e essa estrada é parte do plano para encontrar a Tétrade, a magia elementar, perdida há mil anos, no qual colocaria Gaius como imortal e rei de todos.
 “O Mal é uma escolha que se faz, não um estado natural de ser.”

Cléo quer acabar com a tirania do rei e retomar seu direito ao trono e salvar as pessoas do sofrimento, e ela tem um objeto muito importante que pode ajudá-la a encontrar a Tétrade, mas para isso ela precisará jogar um jogo muito perigoso e fingir ser quem não é.
Jonas sobreviveu ao massacre de Auranos depois da traição do rei Gaius e agora sua vingança não é mais em Cléo, pelo contrário, ele quer acabar com Gaius e tirar Paelsia da escravidão que o rei está impondo em suas terras, mas para isso ele precisará de um grupo grande rebeldes e ele terá que tomar decisões importantes se quiser sobreviver.
Magnus é uma peça importante do rei e ele quer continuar agradando seu pai para conquistar sua real importância como herdeiro e como filho, e para isso ele precisa ser muito frio e distante, ainda mais quando seus sentimentos entram em conflitos e quando ele descobre verdades arrasadoras sobre sua família.
Lucia é a chave para que a magia floresça e salve o santuário onde vivem os imortais, depois de usar sua magia na guerra Lucia está fraca e desacordada, mas em seus sonhos ela descobrirá mais sobre sua magia e seu propósito na terra. Muitos querem usar Lucia, e logo ela terá que escolher um lado para confiar.
Magnus, Cléo, Lucia e Jonas tem um destino entrelaçado, cada um com seu propósito para parar ou seguir com esse destino, e logo serão testados e verão que as vezes algumas lendas podem muito bem ser verdades e que o destino que ambos querem pode estar mais longe do que eles previram. Será que todos sobreviverão a guerra? Quanto sangue será derramado para que eles possam atingir seus propósitos? Será que no final valerá a pena tal sacrifício?
“ Acredito que criamos nosso próprio destino, cada um de nós (...) Não importa quem nos lidera.’’



A Primavera Rebelde cumpriu com o que prometeu e trouxe uma história voraz, um livro no qual você fica intrigado com os personagens e quando você acha que eles estão um passo a frente do inimigo percebemos que o inimigo estava um passo a frente todo o tempo.
Gostei de podemos entender melhor o santuário e os imortais que vivem lá dentro, e apesar de tudo eles são bem diferentes do que imaginava, achei que eles seriam mais bondosos, mas podemos ver que tem intriga até mesmo lá dentro.
As narrativas desse livro tiveram alguns personagens novos, como o rei Gaius, Ioannes  um dos vigilantes, como também a rainha de Limeros e foi bom entender melhor a visão desses personagens, quais são seus objetivos ao longo da história.
Nesse livro podemos ver um crescimento dos personagens ao longo da história, vemos o quanto Cléo cresceu e como ela está lidando com toda a tirania do rei, como ela precisa usar uma máscara assim como Magnus ao longo do livro. Falando em Magnus ele é um personagem que está me cativando cada vez mais, por mais que tenha uma fachada fria e não se opõe ao pai, entendemos os seus motivos e naquela atual situação não teria muito a ser feito de diferente, já que praticamente todo mundo que cruza o caminho do rei é morto. E falando em mortes, Morgan Rhodes não é piedosa quando quer matar seus personagens, muitos já morreram desde o primeiro livro e agora aprendi a não me apegar a ninguém, já que passa alguns capítulos e aquela pessoa pode não estar mais viva. Vai saber quem serão os próximos na lista da autora. E essa frieza do livro não passa despercebida, deixa a história mais tensa conforme vamos lendo, e nos deixa intrigado sem saber o que vai acontecer a seguir.
Falando um pouquinho dos dois personagens que não mencionei ainda, Lucia foi personagem pouco explorada nessa história e confesso que ainda não senti aquela conexão com a personagem, pode ser o fato dela  não ter aparecido tanto, mas ainda sinto uma certa incerteza sobre se vou gostar dela ou não.
Jonas se mostrou muito melhor nesse livro, já que no primeiro livro ele estava totalmente cego pela vingança contra os Auranos e nesse livro ele abriu melhor os olhos ao longo de certas coisas.
Foram inseridos alguns personagens novos no livro como Lissandra, Gregor que são de Paelsia e o príncipe Ashur (mas ainda não acho que compensou tantas mortes de personagens importantes)
A Diagramação do livro está muito boa, apesar de ter lido em e-book. Bom para finalizar gostei muito do encontrei no segundo livro da série e espero que a sequencia seja tão boa quanto esse, pois sei que Morgan ainda nos tem muitas surpresinhas pela frente.



10 comentários:

  1. Oi, Jess!
    Olha, confesso que não li direito a sua resenha para não pegar nenhum spoiler do primeiro. Eu estou procurando algumas fantasias para ler e gostei bastante da premissa do primeiro livro. Mas fico feliz em saber que a série não participa da maldição do segundo livro haha já é mais um ponto positivo!
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  2. Oie Jeh =)

    Eu sou meia suspeita para falar dos livros dessa série, pois ela é uma das minhas favoritas. Esse é um dos meus livros favoritos da série, não somente pela entrada de novos personagens, mas por ele possuir mais ação.

    Fico feliz em saber que você está curtindo a leitura!

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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  3. Oi Jess! Os segundos livros tendem a ser mais problemáticos, mas parece que não é o caso desse! Ainda bem que vc curtiu!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Não conhecia esse também, mas bom saber que tem uma história voraz e deixa o leitor intrigado!

    Beijo!
    Cores do Vício

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  5. Oi Jess,
    Sempre leio vários elogios sobre essa série e alguns de seus personagens, mas no momento a leitura não me deixa curiosa.

    até mais,
    Nana e Leticia - Canto Cultzíneo

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  6. Olá, Jéssica.
    Foi nesse livro que comecei a gostar do Magnus e não larguei mais. Eu tinha achado ele bem sem sal no primeiro livro. A Cleo só vai num crescente. Ela é um dos melhores personagens de livros do gênero que já vi. E foi nesse também que comecei a não gostar da Lucia porque tinha gostado dela no primeiro. Espero que continue gostando da série.

    Prefácio

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  7. Oi, Jess!
    Mulher, vai te preparando que Lucia é muito mal explora na história toda.
    Por mim o dono e proprietário da série é o Magnus. Muito maravilhoso!
    Beijos
    Balaio de Babados

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  8. Oi Jess! Nesse livro eu comecei a gostar da Cleo e muito mais do Magnus. Deste volume em diante se tornaram meus favoritos. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  9. Oi, Jess!

    As fotos ficaram lindas! Fico feliz de o segundo volume ter alcançado e até superado as suas expectativas. É essencial que os personagens cresçam ao longo dos volumes, e acompanhar esse amadurecimento é algo incrível e muito admirável, passamos a enxergá-los com um olhar totalmente novo. Ótima resenha!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com

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  10. Oi Jess,
    Todo mundo lê essa série e elogia tanto que fico curiosa.
    Só preciso acabar Trono de Vidro para me aventurar em outra série de fantasia, pq tenho medo de me enrolar e não conseguir concluir nenhuma, hahahaha.
    beeeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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